Desenvolvimento Urbano e Ambiental


VISTORIA DOMICILIAR

Vistoria Domiciliar

Aqui em São Paulo existe uma frota de 5 milhões de veículos automotores e todos devem passar, para efeito de licenciamento e enquadramento jurídico, numa tal de Vistoria Veicular. Ora, temos se tanto 3 milhões de domicílios (menos que veículos), porque não implantar serviço similar (Vistoria Domiciliar) para estes a verificar o funcionamento, outros aspectos de caracterização e atualizar o cadastramento,(voluntário e compulsório) sugerido?

 

É possível criar um Direito à Saúde das Cidades e aglomerados humanos; conseqüentemente poderiam ser implantadas redes de atendimento à quantidade e à qualidade das áreas de atividades humanas. Existe um formidável arsenal de legislação urbana, ambiental, direitos de uso do solo, recomendações e estudos de geomorfologia, geologia, engenharia em geral, geografia, planos diretores, ministérios e tudo que possamos imaginar para constituir um sistema integrado de atendimento às comunidades e à saúde física do território utilizado pelos cidadãos.

Com a palavra nossos competentes advogados, engenheiros, urbanistas, enfim a comunidade técnica.

 

A OAB, O Instituto de Engenharia e entidades sérias sempre defenderam o interesse público e poderiam, a meu ver, liderar um movimento para prevenção das tragédias. Tudo deve ter força de Lei. Seguradoras (Bradesco, por exemplo) tem serviços de manutenção e previsão a moradores não necessarios serem proprietários. Há que tais serviços seriam obrigatórios pelo morador mas subsidiados conforme a renda familiar dos moradores.

MODELO DA CARTEIRA DE IDENTIDADE DE DOMICILIO: INSTRUMENTO BÁSICO DE PREVENÇÃO DE TRAGÉDIAS e RECONHECIMENTO DE PROPRIETÁRIOS E OU USUÁRIOS DE FATO, MESMO ILEGAIS. (*)

Teremos que criar incentivos fiscais, por exemplo, a animar a emissão desse tipo de cadastramento.

O documento conterá informações do estado físico da moradia, principalmente nas questões de riscos, etc. Um dos incentivos poderá ser cadastro nas relações de compra e venda tentando animar empresas de cartões de crédito para participar no projeto. Fizemos alguns contatos na rede bancária; aparentemente há interesse.

Professor Arquiteto Raymundo De Paschoal CREA 16966

(*) É de se esperar que o cadastramento voluntário, numa primeira etapa e numa segunda concomitante - o cadastramento compulsório a melhoria a arrecadação do IPTU, um dos grandes problemas dos municípios a melhorar a arrecadação. Ao fim e ao cabo a diminuição da ilegalidade das propriedades. Claro que não devemos abandonar algumas soluções cogitadas, como implantar serviços sofisticados de controle de uso e ocupação do solo



Escrito por Raymundo De Paschoal às 01h09
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DIREITO À SAÚDE DAS CIDADES

 

 

ARQUITETO E PROFESSOR RAYMUNDO DE PASCHOAL

Urbanista propõe a criação do Direito à Saúde das Cidades/Entrevista para o Site Obras 24 horas/Janeiro 2010

Em diversos países do mundo, as enchentes representam um dos principais problemas enfrentados pelas grandes cidades. No Brasil, São Paulo é uma das capitais que mais sofre e sente as conseqüências. Basta que chova um pouco mais forte para que a cidade enfrente pontos de alagamentos intransitáveis, causando diversos transtornos para a população que sofre com as constantes inundações.

O Portal Obra24horas conversou com o arquiteto, urbanista e professor do Centro Universitário Belas Artes da capital paulista, Raymundo De Paschoal, sobre as iniciativas que podem ser tomadas pelo poder público e pela população para evitar que São Paulo volte a sofrer com esse tipo de problema toda vez que chove. A propósito dos desastres e obras recentes, o urbanista propõe a criação de um Direito à Saúde das Cidades. Confira nossa entrevista!

 

Portal Obra24horas: Além de não resolver os problemas causados pelas enchentes, o governo insiste em soluções paliativas, como é o caso da bolsa-enchente. Por que as propostas de melhorias e contenção dos rios sofrem tanta resistência para aprovação do governo?

Raymundo De Paschoal: Não é boa a solução de conter os rios e águas correntes; reparemos que no lançamento de marginais, o governo não se dá conta que em concomitância deveria ser regulado o uso e ocupação do solo nas áreas lindeiras. Obviamente as novas vias levam a uma valorização imobiliária e empreendimentos imobiliários sem regulação específica acabam por depredar o solo, impermeabilizando mais ainda o solo, contribuindo para as enchentes, além de serem pontos geradores de tráfego, despejando veículos nas novas vias. Ora, todos sabem que em São Paulo, são licenciados cerca de mil veículos por dia, o que demandaria cerca de 400 quilômetros por ano de ruas novas, apenas para ficar como está e tudo em nome de melhorar o trânsito. A administração tem optado pela teoria do movimento ao contrário da boa técnica urbanística da economia de movimentos. Tal economia está ligada à regulamentação de usos e ocupação de solo minimamente inteligente, mas lamentavelmente, não existe.

 

Portal Obra24horas: Quais as soluções que o senhor propõe para conter as enchentes em São Paulo?

Raymundo De Paschoal: Porque não fazem "marginais" na linha dos leitos naturais das águas, denominados "leitos secos"? Mais fácil e a ser estudado, certamente menos onerosa ser a demolição das marginais e implantá-las onde os índices de alagamentos das águas recomendam. Quem está instalado no domínio das águas terá que sair e não são apenas os pobres invasores desse domínio, mas também empreendimentos imobiliários e comerciais de grande porte. Existem bons paradigmas nos bairros "City", empreendimentos ajustados a geomorfologia, topografia, a distribuição correta da drenagem e outros itens de respeito à natureza. As obras convencionais de combate às enchentes nada resolveram e sua continuidade será pior.

 

Portal Obra24horas: O senhor acha que a especulação imobiliária da região, a má utilização do solo e a mudança no traçado dos rios Tietê e Pinheiros contribuíram para as enchentes?

Raymundo De Paschoal: Aqui perto onde moro já ocorre invasão de águas e formidáveis retiradas de automóveis de subsolos assim encharcados; e não é água de chuva. A técnica de construção subterrânea rebaixa o lençol freático nos segundos e terceiros pavimentos; evidentemente tal água não some, fica espremida entre paredes de um e outro prédio. É igualzinho o que fazem nas canalizações de águas. Isto anuncia tragédias bem piores que das chuvas. Quem viver verá.

 

Portal Obra24horas: Até que ponto a população também é responsável pelos problemas das enchentes?

Raymundo De Paschoal: Há um hábito de culpar a população pelo lixo e objetos que são jogados nas águas. É verdade, mas o fato não é tão grave como os “empreendimentos” errados como, por exemplo, os “piscinões”, de autoria das administrações públicas; terminadas as chuvas jogam todas as porcarias para os rios.

As Leis de Proteção dos Mananciais e da Serra da Cantareira são grandes conquistas da nossa cultura urbanística. Demandam, entretanto, eficiência de ações administrativas cotidianas de responsabilidade do Poder Público e das comunidades. Todos falam em planejamento participativo, mas onde está e como isso funciona? Do jeito que anda, parece apenas retórica. Temos que invejar o Sistema Único de Saúde (SUS), que combate doenças e epidemias como a da dengue. Bem ou mal, existem verdadeiras brigadas de agentes sanitários e de saúde, que vão aos locais de prováveis epidemias ou endemias, orientando a população e tomando providências. Tanto na saúde quanto no ensino, vislumbramos para a cidade a implantação de serviços permanentes e organizados em redes de atendimento coladas na organização físico-territorial, a promover ações preventivas e não apenas socorrer quando as tragédias ocorrem É possível criar um Direito à Saúde das Cidades e aglomerados humanos - à falta de um nome melhor. Conseqüentemente poderiam ser implantadas redes de atendimento à quantidade e à qualidade das áreas de atividades humanas. Alguém dirá que a lei não existe. Ora, então que seja feita até uma emenda constitucional, se for o caso. Existe um formidável arsenal de legislação urbana, ambiental, direitos de uso do solo, recomendações e estudos de geomorfologia, geologia, engenharia em geral, geografia, planos diretores, ministérios e tudo que possamos imaginar para constituir um sistema integrado de atendimento às comunidades e à saúde física do território utilizado pelos cidadãos.

NOSSA PROPOSTA

Porque não temos o “Ombudsman” em cada cidade?

 

·       Pequeno histórico

Uma proposta de criar a Regional das Marginais de autoria de Serra, (19/12/2005), na Prefeitura de São Paulo. por razões que podem ser compreendidas ou não, a proposta não foi avante e prevaleceu o esquema ruim da tradicional de Administrações Regionais muito a gosto da política clientelística distribuídas por partições político-eleitorais. Assim nos manifestamos na época:

 

"A proposta de José Serra criando uma administração específica das Marginais de São Paulo segue os melhores princípios do urbanismo contemporâneo; poderá iniciar a quebra da tradicional organização de administrações regionais, distribuídas por critérios políticos, não necessariamente um mal, mas dificultam a solução problemática de compartimentos urbanos e corredores que estruturam a Cidade. Aqui temos "clusters" como o madeireiro (Brás e Butantã e respectivas adjacências), de eletro-eletrônicos (Santa Efigênia), corredores de intenso comércio e serviços (25 de Março, São Gabriel, Voluntários da Pátria, etc.) merecendo atenção, com características específicas de articulação com outros segmentos por eles influenciados e neles influindo. Ainda os corredores estruturadores do transporte - as longas avenidas Santo Amaro e Celso Garcia dois exemplos, percorrem vários bairros com problemas aumentando cada dia e remetidos para algumas administrações regionais; apenas teoria e nada parece como a verdadeira metrópole merece.

São Paulo tem formidável arsenal jurídico - urbanístico para promover novos arranjos urbanos, como as grandes cidades e metrópoles do mundo; ao arsenal temos que associar a organização administrativa às peculiaridades do território, aplicando conhecimentos também disponíveis de desenvolvimento imobiliário, social, ambiental, tecnologias urbanas e outros tantos. Aí poderemos projetar soluções sopesam as verdadeiras variáveis caso a caso. “Parabéns ao Prefeito iniciando um processo promissor”. 

  Em vão, ficou no anúncio o que seria o começo e exemplo da Reforma Urbana que o Brasil necessita.

 

Grandes cidades mundiais, em intervenções urbanas formam “Autoridades” ou “authorities”; com representantes comunitários interessados – proprietários, locatários, agentes de demanda, instituições, comércio, serviço, etc. ; agências imobiliárias buscando o equilíbrio entre os interesses públicos e  privados. O Governo possue uma “Preferred share” - ação preferencial, com poder de veto resguardando o interesse público. Assim foi recuperado o Rio Sena, o Tamisa, partes de Tóquio e segmentos físico-territoriais deteriorados. Em Toronto, Canadá existe o Dirigente de Cidade (City Manager), um “Ombudsman” nos interesses dos cidadãos junto ao Poder Público cujo mandato não coincide com o Prefeito.Em 1985 recebemos o “City Manager” de Toronto  em São Paulo que era resonsável há mais de 20 anos sempre reiterado seu mandato continuando projetos de interesse da cidade. Os projetos mais impactantes são aprovados em audiências públicas presididas por juízes e representantes eleitos pela comunidade (idem os juízes) numa democracia substantiva; a nossa é adjetiva, apenas por isso não rebate nas formas de administração urbana.

 

 

Ref. Atualização em 18/07/2010



Categoria: usa01.Arquitetura e Urbanismo
Escrito por Raymundo De Paschoal às 17h20
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O CLUBE PINHEIROS: TRABALHO APRESENTADO NO FORUM DE 2001

 Introdução

Na foto aérea é possível verificar “grosso modo” o EC Pinheiros ter 30% do território de 180.000 m2 recoberto de vegetação de certo porte. Isto são 54.000 m2.  São Paulo tem 4 m2/ habitante e Londres 12 m2/ habitante. Entretanto o Clube tem uma freqüência média de 3.000 associados/ dia, quando saturado, teríamos 54.000/3.000 = 18 m2 por usuário, colaborando para melhoria do padrão da nossa cidade.

Tais relações podem orientar a política de Meio Ambiente, mantendo a qualidade urbanística do bom padrão do clube e assim sucessivamente com outros padrões. Por exemplo, número de freqüentadores usuários do basquete por m2 de quadras disponíveis. Restaurantes, estacionamentos e outras demandas a se obter dimensionamentos de obras, aumento ou não de associados, etc. Um verdadeiro Plano Diretor sopesa tais relações fornecendo índices quantitativos e avaliam padrões de qualidade do Clube. Num eventual Programa de Obras necessárias para o clube os padrões devem ser seguidos, com habilidade dos projetos.

Plano Diretor e Plano de Obras

Comentário Geral

São considerações de experiência profissional; primeiramente uma Lei específica, após criação dos mecanismos do Estatuto da Cidade ao Plano Diretor de São Paulo e a seguir o eventual Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado do ECP e seu apêndice o denominado Plano de Obras.

Academicamente a prioridade sobre tudo é do Plano Diretor e em verdade regulamentações do próprio Plano. Nada impede, entretanto, que façamos tudo em concomitância – o Plano de Obras. Em geral, apenas a visão acadêmica leva a imobilidade dos executivos, com Planos Genéricos e pelo aguardo deles.

O Plano Diretor é um documento de caráter autorizativo de diretrizes, estabelece Índices Urbanísticos elaborados pelo executivo, detalhando por temas e reenviadas ao órgão que autorizou. No Caso ECP obviamente a instância autorizativa nos parece ser o Conselho Deliberativo

O que dizem notícias (O Jockey Clube deve mais de cem milhões de IPTU)

Matéria “Jockey parcela parte da dívida”- O Estado de São Paulo 31/07/2009 C3

O texto mostra a relação entre o Jockey Clube e a administração pública; por extensão dos demais clubes e ou espaços abertos com poucas construções abrigando freqüentadores.

As estruturas de esportes e lazer emprestam formidáveis valorizações imobiliárias nos entornos; caso do Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Portuguesa de Desportos, Esporte Clube Pinheiros e tantos outros sendo visível, o processo de valorização imobiliária, nos entornos com verticalizações promovidas pelo mercado imobiliário função de visuais privilegiadas para tais “cenários”. Fácil perceber que empreendedores e pessoas de bom senso que “frente para o Mar” o imóvel vale mais. Anúncios de venda citam um “olha o que você vê” com imagens externas, seduzindo compradores do valor agregado, de uma praça, clube, Parque, etc. O Bairro Vila Nova Conceição é exemplo de verticalização e valorização “olhando” o Parque Ibirapuera; o visual é valor que pode ser medidos e Poder Público é beneficiado nos impostos calculados por esta variável.

Existe larga legislação (nas grandes cidades mundiais, incluindo São Paulo) sopesando a relação custo/benefício, associada ao acréscimo do patrimônio imobiliário às melhorias e preservação de imóveis não transacionáveis de interesse comunitário. Tais mecanismos jurídicos têm sido aplicados timidamente apenas na preservação de patrimônios históricos; Curitiba é bom exemplo dessa prática.

Enquanto não são discutidos reais valores urbanísticos, diretores de clubes e administradores olham para o próprio umbigo. Os primeiros não querendo pagar impostos e os segundos cobrando o que não podem; aí vão para a justiça e nela ficam anos e anos, prejudicando nossa cidade.

 APOIOS DA LEGISLAÇÃO VIGENTE

·           Possibilidades de transferência, por venda de potencial construtivo (Lei Municipal e Estatuto da Cidade incorporado no Plano Diretor de São Paulo).

Destaques e comentários da LEI MUNICIPAL Nº 9.725, DE 2 DE JULHO DE 1984, que dispõe sobre a transferência de potencial construtivo de imóveis preservados; estabelece Incentivos, obrigações e sanções relativas à preservação de imóveis, e dá outras providências; tal Lei deveria interessar o Esporte Pinheiros com a possível transferência de potencial construtivo a criar receitas para projetos do clube.

O potencial construtivo dos imóveis de caráter histórico ou de excepcional valor artístico, cultural ou paisagístico, preservados por lei municipal, poderá ser transferido, por seus proprietários, mediante instrumento público, obedecidas as disposições da lei. O ECP, no todo ou em parte poderá ser enquadrar como excepcional valor artístico, cultural e paisagístico, pleiteando os benefícios da legislação.

A legislação considera potencial construtivo o produto da área do lote, pelo coeficiente de aproveitamento da zona de uso onde o imóvel estiver localizado.

O clube tem 180 mil metros quadrados e na atual regulamentação o Coeficiente de aproveitamento (Iap) é 1(um) isto é, uma vez da área do imóvel, o potencial construtivo é 180 mil m ²; para o cálculo são computadas áreas construídas e ou projetos aprovados - consideradas apenas as áreas construídas cobertas fechadas e acima do solo. O cálculo é para saber quanto o ECP poderá ainda construir, deduzido o já construído

Outro índice o de Ocupação (Ioc)– relação entre a área ocupada e a somatória das projeções  é 0,20 como reza o zoneamento incidente do clube; finalmente. o Índice o de Elevação (número médio de pavimentos) permite 5 (cinco) pavimentos , na situação da legislação agora comentada.

Portando os dois importantes produtos que o clube precisa: O Plano Diretor e um Programa de Obras, devem ser  ajustados na legislação urbanística

No cálculo do potencial construtivo do imóvel preservado será utilizado o coeficiente máximo de aproveitamento da zona de uso contígua mais permissiva (Art. 3º) e o Art. 4° diz que

 “O potencial construtivo do imóvel preservado será calculado pela diferença entre o potencial construtivo do lote e a área construída nele existente”.

Exemplificando: com uma “sobra” de 50 mil m² não utilizáveis do potencial nos projetos de obras, considerado o patrimônio verde e mais algumas construções valor histórico, são itens que o clube pode usufruir.

Ora, parte as zonas contíguas são bastante verticalizadas e muito permissivas. Na a “sobra” exemplificada de 50 mil m2 e um  Índice de Aproveitamento das zonas contíguas de 3 e o clube enquadrado para venda de potencial, vem: 50.000 x 3 x 0,6 = 90.000 m2 de “venda por transferência de potencial construtivo”. Tal transferência é feita para em outro local, ou alienar, mediante escritura pública, o direito de construir previsto na legislação urbanística atual, quando o imóvel que transfere for considerado necessário para fins de:

I - implantação de equipamentos urbanos e comunitários;

II - preservação, sendo o imóvel considerado de interesse histórico, ambiental, paisagístico, social ou cultural.

O Estatuto da Cidade - Lei federal - também amplia a possibilidade de “venda” de potencial reiterando a lei municipal.

O ECP, por óbvio tem todas as condições do item II acima destacado; entendemos que já não é uma negociação com o Poder Público, mas entre particulares possibilitando criar recursos financeiros para seus empreendimentos.



Categoria: usa01.Arquitetura e Urbanismo
Escrito por Raymundo De Paschoal às 02h19
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Currículo Resumido

Blog Desenvolvimento Urbano e Ambiental

ARQUITETO E PROFESSOR RAYMUNDO DE PASCHOAL

O Blog relata experiências profissionais e humanas da vida de arquiteto, urbanista e professor; abordando temáticas urbanas também pretende discuti-las com a sociedade e particularmente com nossos alunos.

Ocupando cargos no serviço público elaboramos projetos urbanos, assessorando várias leis de uso do solo (Legislação Urbanística) no Estado e ou Prefeitura de São Paulo, temos arsenal de idéias para transmitir a quem tenha interesse.

Por razões éticas e passar o conhecimento adquirido, ministramos aulas nos últimos quarenta anos, de projetos de Arquitetura e Urbanismo, já que as atividades profissionais nos privilegiam de informações; assim formamos razoável massa crítica com textos e imagens, de nossa autoria - alguns dos textos publicados nas mídias e pretendemos ampliar nossa comunicação.

Participamos direta ou indiretamente da produção de cerca de 50 mil unidades habitacionais e sessenta reurbanizações de favelas, ocupando a Presidência da COHABSP (Administração Mario Covas) e chefiando a Assessoria de Urbanismo e Engenharia de São Paulo (administração Jânio Quadros); também colaboramos em Leis de Uso e Ocupação do Solo de São Paulo - desde a Lei de Proteção dos Mananciais até específicas leis da Cidade de São Paulo, projetos de edificações, loteamentos e Planos Diretores, enfim todo o espectro da nossa profissão.

Blog é um "rascunho" de um futuro "site" domínio, urbania.net.br, uma proposta de relacionamento.



Escrito por Raymundo De Paschoal às 17h46
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O PLANEJAMENTO E AS OBRAS 01/Arquiteto Raymundo De Paschoal: exemplificando com passarelas e obras faraônicas em 06/02/2010

 

 

Arquiteto urbanista Professor Raymundo De Paschoal

O PLANEJAMENTO 01

Democracia é muito difícil e nós que a desejamos temos que estar atentos.

 Exemplificando com passarelas e obras faraônicas.

 

“As coisas estão no mundo, só que preciso aprender”

Paulinho da Viola ou ainda

“Narciso acha feio o que não é espelho, afasta o que não conhece”

Caetano Veloso

Fácil é perceber que "urbanistas de plantão" (sempre os mesmos) criticam “falta de planejamento” com diagnósticos e sem proposições. Mas as autoridades dizem que existe "planejamento", se bom ou ruim é outro problema; estariam planejados cerca de 140 piscinões, e construídos 40. E quando estiverem prontos os demais 100 será maravilhoso, os problemas com enchentes vão acabar; mas tem uma palavra mágica: o planejamento “participativo”, afinal apenas uma bandeira eleitoral, exatamente do grupo de “urbanistas” que esteve no governo e não o materializou. 

Nos anos 70/80 foi escolhido o projeto de reurbanização do Vale do Anhangabaú, num Concurso oficializado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, resultou o que lá está hoje (ano 2010). Na época fomos contra o empreendimento afirmando que "não se deve construir mais nenhuma obra viária no Vale do Anhangabaú; ele já recebeu tudo o que podia de obras físicas, viárias e teve um valor especifico de paisagem da maior importância visual para o paulistano. Além do mais, não estava provada a necessidade de nova passagem para pedestres cruzando o Vale”. Na época não existiam discussões ou nossa opinião valeu nada. O resultado hoje é uma obra viária ainda que bem minimizada pela habilidade do autor do projeto implantado.

Forte ponto de referência da maioria da população, aquele local que as pessoas gostavam de se reunir, comemorar, festejar eventos e tantas atividades. Reconheçamos que o arquiteto, competente que foi, procurou manter no local a possibilidade de ocorrer tais eventos

Mudar a prioridade e não a paisagem

Para a simples questão de segurança dos pedestres o “planejamento” não dinâmico nem permanente, continua dizer enganosamente que a segurança do pedestre, pode ser aumentada com novas obras viárias-passarelas, pontes, viadutos, passagens subterrâneas, etc. o que é contestável ser os produtos finais definidos de antemão; verdade que financiamentos de obras desde logo definem o produto com aceno do dinheiro para passarelas, asfalto e outros ainda sem projetos.  Ora, passarela (para ficar no exemplo) ao ver de arquiteto é apenas uma possibilidade de ligar um ponto a outro. Pode até ser passarela, mas bons projetos devem discutir, antes do dinheiro, as várias alternativas. Com a  promessa de dinheiro “carimbado” nas fontes de financiamentos o Administrador manda fazer o projeto da passarela e realizar obras, entretanto, a comunidade não discute. O tal planejamento “participativo” não existe; a obra é definida e depois vem o projeto - uma inversão cruel. No Parque D. Pedro com passarelas de acesso ao “Fura Fila” o usuário para atravessar caminha mais de 200 metros e o pior hoje com leis específicas para pessoas de mobilidade reduzida; a experiência mostra que a segurança é pouco aumentada e agravam o desconforto do usuário, com altos custos, mutilando a paisagem.

Basta olhar lá no Parque D. Pedro II, Praça da Bandeira e outros locais “coisas” mal feitas e ver o uso baixíssimo de passarelas exceto algumas passagens subterrâneas quando em pontos de travessia natural. Há que se melhorar o uso do equipamento disponível; temos uma boa coleção de semáforos, faixas, viadutos, canteiros, passarela; será que tudo é usado, com eficiência? O ponto fundamental, é aplicar de verdade o conceito de que no Centro o pedestre é prioridade especialmente no trecho entre o Viaduto Santa Efigênia e adjacências da Praça da Bandeira. Tal prioridade é agredida permitindo cada vez mais, o ingresso do automóvel na área, até com apoio de entidades dizem defender o Centro

Nota oportuna 01: Olhe a obra nefasta e faraônica das marginais que estão construindo

A foto da maquete diz tudo.Hoje, pelo menos em pista única, com enchentes e trânsito parado, o povão pode nadar e sobreviver (nem todos).Com mais três pistas a aprisionar o rio e com o verdinho que enfeita a maquete virão tri enchentes e tri congestionamentos de carros. São Paulo licenciando 800 veículos/dia precisa 360 kms por ano ( 25,00 m² por veículo e pista de 20 metros de largura); não há dinheiro nem espaço para tanto.

Até nós arquitetos pouco afeitos à números fazemos essa aritmética. O congestionamento é garantido e os rios quando recebem novas águas, vão buscar os leitos originais. 

depaschoal@uol.com.br

(segue Planejamento 02)

 



Categoria: usa09.Exposição e Crítica
Escrito por Raymundo De Paschoal às 19h03
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O PLANEJAMENTO E AS OBRAS 02/Arquiteto Raymundo De Paschoal: exemplificando com passarelas e obras faraônicas em 06/02/2010

 

 

 

Planejamento hoje é camisa de força

O caso do Anhangabaú e similares mostra a face pouco discutida no planejamento de São Paulo: fatos físicos envolvendo, o conforto do pedestre, a feira livre (*) e outros  não são aceitos como acontecimentos capazes de corrigir o planejamento e o e o planejador. Invariavelmente tais eventos seriam "parrticular localizado” - um conceito a tornar o planejamento camisa de força aprisionando a realidade. Então para acidentes com pedestres, existe a solução automática - uma obra de construção civil.

(*) Tudo atrapalha o Trânsito 

É um mito que a feira livre atrapalha o trânsito; pessoas criticam a localização que impede os automóveis chegar aos domicílios. Ora, tudo atrapalha o trânsito,  semáforo, guarda, pedestre e tudo a justificar obras.  Mas a feira é o único equipamento móvel da cidade e dela dependem em São Paulo, cerca de 150 mil famílias, então podemos entender que o trânsito atrapalha a feira? Porém um “detalhe da vida urbana”, não cabe na cabeça dos “urbanistas” ou terra arrasada dos políticos fazendo obras inócuas 

O atual planejamento despreza a especificidade do cotidiano urbano, com acúmulo de carros, coisas, pessoas, ruídos, atritos, burburinho, que tornam as distâncias muitos maiores. A travessia do pedestre é uma frenética corrida contra obstáculos de variada natureza. O ambiente impele as pessoas a tentar a solução pessoal atravessando as pistas no exato ponto em que se encontram; a passarela estaria longe e quem está ali num ponto de passagem não é o cidadão com todo o tempo disponível. Há lugares de gente apressada e não quer desviar o caminho em busca da passarela

Fatos que mudam a cidade estão de fora

A condição humana dos usuários da cidade deveria impressionar o planejamento, condicionar e solução o que está sendo procurada e não, como ocorre, serem submetidos à priori pelas fórmulas de engenharia de tráfego que, antes de ser única, reflete uma atitude metodológica errônea do planejamento. São muitos os exemplos de fatos físicos humanos relevantes escapando inteiramente de preocupações dos planejadores, tornando o planejamento estático, desligado da realidade, ausente ou intermitente nas suas intervenções.

Hoje, o planejamento espera o surgir uma situação critica em relação a qualquer chamado proporá um terminal rodoviário para os migrantes, um zoneamento "gay" para o Largo do Arouche construção de novas estradas pala o Litoral Sul e estádios , isto é, sempre uma obra vinculando a solução. A amarração viciada do planejamento com obras de construção civil e soluções oníricas frustradas não colaboram para a democracia. A construção a qualquer custo é componente da face desumana  do planejamento, de que tanto se fala, mas pouco se detalha. Num planejamento  dinâmico, haveria temas emocionantes da cidade, despertando paixões e pessoas em busca da solução. Como a solução está definida - a única dúvida é de ser passarela ou não, mas será uma obra;  a discussão fica confinada a engenheiros e  urbanistas de plantão e entre estes aos mais interessados. 

Como  pedir a participação da população em seus problemas, se  primeiro é tornar o assunto inacessível?  Em 2003 uma administração, adepta do “planejamento participativo” indicou no Parque Ibirapuera um local especializado aos “gays” e ali, estavam os “combativos planejadores” de hoje que antes (1985) com boa cobertura de parte da imprensa, atacaram ferozmente a proposta de demolição e afastamento das marginais do Tietê no Parque D. Pedro II, liberando o rio.

Como foi discutido o “espaço gay” – o retorno aos guetos para isolar grupos sociais?A sorte no caso é que “o peixe morreu pela boca” na campanha eleitoral que resultou a eleição do atual Prefeito (2010

Links

http://www.piniweb.com.br/portal/solucoes/busca.asp?t=Raymundo

http://www.piniweb.com.br/construcao/urbanismo/doencas-e-tragedias-urbanas-e-direito-a-urbanizacao-161763-1.asp

http://www.piniweb.com.br/construcao/urbanismo/reurbanizacao-e-desafio-empresarial-163083-1.asp

 

Nota Oportuna 02: Incrível insucesso (ver as datas) da eficácia do “piscinão; um buraco no Anhangabaú que sempre aparece. Os técnicos  explicam pela falta de obra e pronto. 
 



Categoria: usa09.Exposição e Crítica
Escrito por Raymundo De Paschoal às 19h00
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PLANEJAMENTO METROPOLITANO. O SEU SÍTIO - O CENÁRIO FUTURO DA SUA PROPRIEDADE (*)

NOTA: É PROBIDO A REPRODUÇÃO NO TODO OU PARTES, CONFORME LEGISLAÇÃO DE DREITOS AUTORAIS EM VIGOR

(*)  PROPRIEDADES  DE 10.000 M2 A 25.000 M2 NA GRANDE SÃO PAULO. R$ 0,30/M². ÁREAS MAIORES COMBINAR

 

Usos  e Volumetria - Ilustração acima; exemplo em  50 mil m2 Sto André SP

INVESTIMENTO PEQUENO MUNINDO PROPRIETÁRIOS OU CORRETORAS DO“CENÁRIO” IMOBILIÁRIO NA PROPRIEDADE E POTENCIAL

DE DESENVOLVIMENTO. INSTRUMENTO NECESSÁRIO EM EVENTUAIS NEGOCIAÇÕES DE COMPRA E VENDA

ESTUDOS

A1.   FÍSICOS: Vistoria na área; A2. MERCADO: contato de corretores. A3.  JURÍDICOS: Condomínio, Habitações isoladas, loteamento, etc. e exigências legais; A4. AMBIENTAIS E PAISAGÍSTICAS: restrições ambientais.

Faremos proposta específica, com prazo demais condições a combinar. depaschoal@uol.com.br  

DESTAQUES (*)

O Plano Milhão, sem estudo do destino de propriedades não decola...

Propriedades, sítios, chácaras e similares estão, em geral, inseridas nas denominadas zonas de expansão urbana

por leis.... já não são mais propriedades rurais...adquiridas por chefes de famílias para lazer quando esta opção era pouco diversificada. 

Freqüentar o "sítio" já não seduz.

Prefeituras lançam impostos urbanos, IPTU, etc; custos de manutenção aumentam ... são áreas de expansão urbana,

há destinos de usos do solo legalmente previstos  integrados aos planos de desenvolvimento - habitação e outros ... mereceriam estudos...

até a aplicação do direito de preempção, que "confere ao Poder Público municipal preferência para aquisição de imóvel urbano objeto

de alienação onerosa entre particulares" (Seção VII artigo 25 do denominado Estatuto da Cidade - Lei Federal 10.257, de 10/07/2001).

Arquiteto e professor Raymundo De Paschoal critica plano do governo do milhão de casas (*) Arquiteto, urbanista e professor.

Centro Universitário  Belas Artes, SP. Presidente da COHAB SP (gestão Mario Covas- 1983/1984) e Assessor Chefe

de Engenharia e Urbanismo PMSP (Jânio Quadros -1985/1988). Sócio Fundador da ATA DESENVOLVIMENTO URBANO

E AMBIENTAL 

(*) http://www.piniweb.com.br/portal/solucoes/busca.asp?t=Raymundo

 

 

 



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Escrito por Raymundo De Paschoal às 02h16
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DISCOS VENDAS

 

ARQUITETURA E URBANISMO

Professor arquiteto urbanista Raymundo De Paschoal

DISCOS Para estudantes de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia e outros interessados

 

 

 www.centrallivrostecnicos.com.br e depaschoal@uol.com.br

 

 



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Escrito por Raymundo De Paschoal às 02h27
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ALTERNATIVAS BAIXA RENDA

 

ARQUITETURA E URBANISMO

Ministra-chefe da Casa Civil afirma que desenvolvimento tecnológico e sustentabilidade serão fundamentais para o sucesso do plano habitacional

Saiu em Revista Téchne | Busca | Engenharia Civil em 24/09/2009 reproduzindo a matéria,subtítulo

Ministra-chefe da Casa Civil afirma que desenvolvimento tecnológico e sustentabilidade serão fundamentais para o sucesso do plano habitacional

 Em discurso para empresários da construção civil durante posse da nova diretoria do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) em hotel na zona norte de São Paulo-SP, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff defendeu a utilização ampla do que chamou de "chuveiro térmico solar" nas habitações do plano habitacional "Minha Casa, Minha Vida".

Na visão da ministra, a adoção da tecnologia é fundamental para baratear a tarifa energética, um dos principais gastos das famílias de baixa renda com a manutenção das habitações. "Sabemos que, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, o chuveiro elétrico consome muita energia e pesa muito no orçamento doméstico", afirmou Dilma.

A opinião é compartilhada por especialistas. "Nossa experiência indica que, em muitos casos, a conta de eletricidade é maior do que a prestação da casa", afirma o arquiteto e urbanista Raymundo De Paschoal (*), professor do Centro Universitário Belas Artes e ex-presidente da COHAB-SP (Companhia Metropolitana de Habitação). "Famílias de baixa renda preferem ficar inadimplentes no financiamento ou até partir para a autoconstrução", completa. (nosso grifo)

A necessidade de desenvolvimento tecnológico foi um dos vários pontos de convergência entre o discurso da ministra e do presidente do Secovi-SP, João Crestana, que tomou posse em um novo mandato à frente da entidade até 2011.

Ambos comemoraram o sucesso do lançamento do Plano "Minha Casa, Minha Vida" e se comprometeram não somente em cumprir a meta de construir um milhão de moradias, mas até superá-la. "Para conquistar alguma coisa, é preciso primeiro sonhar", filosofou a ministra. Crestana não hesitou. "Aceito o desafio", declarou o empresário  (Ref. Atualização em 05/11/2009).

 (*) http://www.piniweb.com.br/portal/solucoes/busca.asp?t=Raymundo

Já que fomos citados, escrevemos em

PINIweb.com. br (*) Por que não desenvolvemos tecnologias avançadas de infraestrutura urbana?

Arquiteto defende a necessidade de um salto qualitativo nas soluções de engenharia para urbanização e humanização do uso e ocupação do solo

Energias alternativas e outros 

Ainda bem que candidatos a cargos eletivos, mesmo que seja apenas para amealhar votos ou atender determinados interesses, tem colocado na agenda eleitoral questões de sustentabilidade. De algum modo, é aberta uma discussão interessante entre arquitetos e pessoas preocupadas com o meio ambiente e a sua dimensão econômica.

É nossa experiência, por exemplo, que nas famílias de baixa renda a conta de eletricidade é maior do que a prestação da casa própria. Muitas preferem, então, ficar inadimplentes no financiamento ou partir para a autoconstrução.

Tal visão foi, inclusive, destaque em reportagem veiculada recentemente no portal  PINIweb sobre a questão habitacional.

Em 1967, foi elaborado o PMDI (Plano Metropolitano de Desenvolvimento Integrado da Grande São Paulo) do qual fiz parte da equipe. Nele está amplamente ressaltada a variável ambiental que pretendíamos ser benéfica ao planejamento. Decorridos mais de 40 anos, ainda não se estabeleceu uma rotina para aprofundar a temática provocada por uma excelente produção multidisciplinar.

Em 2001, produzimos um texto - uma tentativa mais específica de provocar debates -, visando situar o tema da energia alternativa nas preocupações ambientais e os denominados "sistemas limpos" ou de tecnologias avançadas de infra-estrutura urbana. Os arquitetos são preocupados com a ordenação física do território casada com tais tecnologias. Sonhamos com um ambiente renovado, entretanto, a questão envolve aspectos sociais, econômicos, jurídicos e a problemática ambiental.

Exemplificamos: ainda resiste um sistema de esgotos no qual alguns ou muitos privilegiados (não importa) lançam suas fezes num cano.

Os deejetos seguem do cano para um córrego canalizado. Depois disso, uma criança pobre que habita a beira do córrego na periferia da cidade, agora não canalizado, come os dejetos. Isto é, paga duas vezes: por não ter esgoto e por comê-lo. Eis um "consumidor final" em pleno século 21. Incrível. Assim, sucessivamente, ocorre com o lixo e outros subprodutos impróprios nesta ótica do "consumidor final", castigado fisicamente e pelos custos decorrentes.

Os sistemas convencionais assentados pela engenharia urbana tiveram validade até certo tempo, introduzindo a qualificação do uso e ocupação do solo nas cidades. Vêm se tornando problemáticos em atender às novas quantidades, considerando o aumento da população e o incremento de suas atividades

 

http://tvuol.uol.com.br/permalink/?view/id=renovao-ecolgica--casa-do-futuro-0402CD9B3366D8810326/mediaId=10063377/date=2011-04-08&&list/type=user/codProfile=yaq680z51683/

 

 

 

 



Categoria: usa01.Arquitetura e Urbanismo
Escrito por Raymundo De Paschoal às 21h02
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CURSO LIVRE HABITAÇÃO DE BAIXA RENDA e DESENHO À MÃO LIVRE Cod 07.011

 

 

ARQUITETURA E URBANISMO

Professor arquiteto urbanista Raymundo De Paschoal

CURSO LIVRE HABITAÇÃO BAIXA RENDA E DESENHO

Para estudantes de Arquitetura e Urbanismo

O curso foca instrumentos de tratamento da Habitação de BAIXA RENDA, incluindo o conhecimento de Tipologias Habitacionais, formas de produção, sistemas de financiamentos, agentes de produção, sistemas cooperativos, custos de edificação e infraestrutura

Notas

(a)         Para os cursos com mínimo 10 e máximo 20 alunos, caso da Baixa Renda e 5 a 10 no Desenho à Mão Livre

(b)         Total de 42 horas (ambos), horários e locais a combinar

(c)         Material didático fornecido pelo professor

 

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depaschoal@uol.com.br www.depaschoal.blog.uol.com.br

 

 



Categoria: usa07.Treinamento Profissional
Escrito por Raymundo De Paschoal às 22h36
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ENTENDIMENTO SOBRE FAVELAS

ARQUITETURA E URBANISMO

                   

UNIDADES DE SERVIÇOS AUTÔNOMOS 

                                                                                        Domínio do Arquiteto Raymundo De Paschoal

ENTENDIMENTO
FAVELAS
(Textos sugeridos para a Editora Pini)

 

 

Texto 1

FAVELA: MODELO TEÓRICO ou AGENDA PROVOCATIVA

Subtítulo:

A Favela não é um problema, é uma solução

Estudos feitos da situação resultaram modelos de arranjos físicos da favela; um deles casas superpostas (1) e outro micro condomínios (2) - casas térreas sem muros- parecidos com a espontaneidade do “desenho urbano” surgindo do arranjo das habitações e não de urbanização anterior a ela.

O MODELO URBANÍSTICO ESPONTÂNEO é observado, nas ocupações (legais ou não) de baixa renda com a formidável inexistência de muros. Mas favelados, arquitetos e empreendedores, geralmente conservadores, querem a casa e o lote, com muros, etc.. Ai não cabe a comunidade. O favelado deve imitar a classe A que aceita o lote sem muro.  A baixa renda, numa provável evolução pode morar em Condomínios mantendo suas características comunitárias. Ou não?

(1)(2) São modelos ali observados, apenas é negado às favelas o conhecimento da geometria, dos processos construtivos e outros quesitos da cultura oficial; caso fossem esperar estariam “fritos”.

 

(1) Casas superpostas       (2) Microcondomínio 

Texto 2

Caso o capitalismo não resolvesse nenhum problema, pelo menos um sim: a casa própria. Tanto é que 70% das famílias moradoras na Grande São Paulo são proprietárias (Fonte IBGE). Portanto é um falso problema; mas não o é a negativa oficial e particular das condições de acesso aos serviços, equipamentos, enfim os benefícios da urbanização (*). As porcarias de programas- governamentais ou particulares - focados apenas na venda da unidade vira apenas pretexto a favorecer os investidores e não a primeira compra.

(*) É nossa experiência, por exemplo, que a conta de eletricidade é maior que a prestação da casa e assim alguns outros serviços minimamente para manutenção da moradia. Então os de baixa renda preferem ficar inadimplentes no financiamento mas pagando a  conta de luz (que é sua proridade) ou fazer "gambiarras" e partir para a autoconstrução.

 

Texto 3

Não tenho dúvidas que os investidores imobiliários serão os maiores beneficiários do "Plano Milhão"; são amparados por empreendedores em condições de obter rapidamente os financiamentos.

Mas não será beneficiado o mercado de primeira compra - justamente as classes de renda menores. Segundo o IBGE 72% das famílias da região Grande São Paulo (por exemplo) mora em casa própria; até boa parte das famílias de baixa renda compra tijolo, cimento e outros itens, "bate laje", então é casa própria mesmo que não legalizada, isto o dito "Plano" poderia tocar, tivesse a noção de prioridades.

Casa própria é um falso problema, o povo "se vira"; o que interessa é a condição de moradias não servidas por uma verdadeira estrutura urbana tais como creches, escolas, transportes, etc. Assim aproximadamente, ocorre nas demais regiões metropolitanas do país.

 

 

Raymundo De Paschoal
Arquiteto, urbanista e professor do Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo. Presidente da COHAB SP (gestão Mario Covas- 1983/1984) e Assessor Especial de Engenharia e Urbanismo do Prefeito de São Paulo, Jânio Quadros (1985/1988). E-mail: depaschoal@uol.com.br

 

   



Categoria: usa09.Exposição e Crítica
Escrito por Raymundo De Paschoal às 14h45
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HABITAÇÃO INDUSTRIALIZADA 01

 

Exposição e crítica: Industrialização 01

O que estão tentando fazer: Nosso entendimento 01

 

 Gaiolas para bichos, tudo a título de industrialização que, em vez de melhorar para as pessoas, como seria seu papel, as rebaixa  à condição de animais

Vejam a sacanagem com as pessoas pobres do Japão.Onde estão as áreas comunitárias? O respeito para com a topografia e meio ambiente? Reparem o “verde”, apenas um matinho sem vergonha.

Mas o Brasil não fica atráz; umas casinhas ameaçando  as famílias de baixa renda e com o aval da  imprensa desavisada:

"Alguns exemplos do que muda na vida da empresa ao ir para a baixa renda: o sistema de financiamento é diferente, a busca de terreno é feita na periferia, o nível de padronização do imóvel é maior, o que reduziu a necessidade de arquitetos” - Saiu no Estadão” em B1- 09/08/09 Caderno Economia, verdadeira afronta aos arquitetos, a empresa nega a arquitetura para a baixa renda; poderá também economizar médicos, advogados, etc. É o terrorismo cultural.

 

 



Categoria: usa09.Exposição e Crítica
Escrito por Raymundo De Paschoal às 23h08
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Habitação INDUSTRIALIZADA 02

 

Exposição e crítica- Industrialização 02

O que estamos tentando fazer

Nosso entendimento 02

 

 

 

Com arquitetos é “apenas um pouquinho melhor”. Ou não? Dos alunos de arquitetura (*) uma proposta de pré- fabricação e industrialização os quais entenderam a arquitetura e urbanismo nos projetos sociais.

Agatha Yumi Silveira Furuko, Rafael Barboza Storch, Vinicius Fortunato Pesse, Lucas de Oliveira Alves e Leonardo Bastos. (*) Centro Universitário Belas Artes de São Paulo autores.Com eles colaboramos.Ali estão as áreas comunitárias; O respeito para com a topografia e meio ambiente. Reparem o verde acompanhando a composição.

 

 

 

 

    

 

 

 


Categoria: usa09.Exposição e Crítica
Escrito por Raymundo De Paschoal às 22h29
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Sem Dinheiro ou com pouco dinheiro; o projeto é o menor custo da obra e até economiza

 

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ARQUITETURA E URBANISMO

                    

UNIDADES DE SERVIÇOS AUTÔNOMOS 

                                                                                        Domínio do Arquiteto Raymundo De Paschoal

 Artigo em PINIWEB 19/08/2009


Nota: Ver original em 02/07/2009

 

Lazer comum (acordo de vizinhos) economiza muros; as crianças brincam sob a vista dos pais. São miolos de quadras ou quintais ociosos. Portanto o projeto melhora o custo da obra.

Projetos podem ser elaborados quando não há dinheiro (*)

 

O objeto construído poucas vezes considera a natureza como um dado na composição da paisagem urbana. A obra não está desvencilhada do solo. Ainda estamos no tempo das cavernas, quando a moradia era feita diretamente sobre o chão. Tanto que o valor da propriedade tem sido um composto do terreno mais a construção. Até o sistema de financiamento habitacional assim entende - o terreno é a garantia real do contrato.

Se conseguirmos separar os dois valores - o da terra e o da edificação -  é possível estabelecer novas relações de compra e venda e "construtores de paisagens" e "construtores de edificações". As propriedades seriam mais valorizadas quanto menos fossem degradadas e o objeto ali construído ajudaria a composição da paisagem. A edificação será uma forma de ajuste entre a "natureza já posta" e a "natureza reinterpretada no objeto construído".

Outro sonho, articulado com o primeiro, é acabar com a idéia de que o projeto precisa, necessariamente, se transformar em obra física. Trata-se, afinal, do menor custo de um empreendimento e instrumento para estimar custos e vantagens ou não do negócio, assessorando decisões empresariais. Na administração pública, o pressuposto do projeto é possuir o dinheiro da obra. Os projetos são preparados com base nessa amarração. O projeto de uma passarela em uma via pública é executado quando há dinheiro para construí-la e não de acordo com a sua necessidade. Há uma amarração viciada do dito planejamento com obras. O compromisso de construir é um dos  fortes e injustos componentes da administração e do "planejamento" tão falado e pouco detalhado.

Túneis e sistemas viários com planejamento  dinâmico despertariam paixões das pessoas, que poderiam discuti-los de forma aberta e de acordo com as necessidades da comunidade. Com obras definidas de antemão, a discussão fica confinada, restritas aos agentes interessados apenas nas obras realizadas. Mas como  discutir os problemas se a primeira providência é tornar o assunto inacessível às pessoas?

As idéias, das relações da arquitetura, a construção e a natureza
 
A separação das atividades de projetar e construir envolve o poder público e a iniciativa privada, ambos agentes da materialização do patrimônio imobiliário. Abrange ainda as pessoas capazes de pensar a cidade. O poder público assenta as redes de infraestrutura estabelecendo normas de uso e ocupação do solo, regulando ambientes urbanos a garantir a boa condição dos ambientes. O empreendedor particular, por sua vez, constrói a grande parcela do patrimônio imobiliário e o administra como proprietário ou agente transacional. Esse é, em geral, o nível de ajuste existente.

A independência inicial entre projeto e construção envolve a vontade de "pensar a cidade", nem sempre expressada nos planejamentos e projetos. É comum ouvir que "não fizemos porque não tivemos dinheiro" ou "chega de planos, vamos partir para as obras." O que se poderia ouvir, entretanto, seria "não partimos para as obras, por falta de planos". O "pensar a cidade", operação mental qualitativa (objeto inicial específico de programa de eventual do projeto) deveria preceder os planejamentos, planos e projetos, porque poderá oferecer conteúdo. Ou seja, considerar os valores processo de ocupação territorial e urbano, tais como áreas disponíveis, normas de uso e ocupação do solo, direitos de construir, permissões de usos, arrecadações tributárias, densidades habitacionais, valores paisagísticos e tantos outros que, em combinação, podem até atrair valores monetários.

Uma área verde tombada, por exemplo, constitui um valor que foi reconhecido por uma atitude política, pois deve ter sido (se não foi, ao menos deveria) pela mobilização das comunidades interessadas. E não precisou de dinheiro nem obras; era uma situação física já posta e que foi consolidada. Poderíamos no âmbito do "pensar a cidade" desenvolver a capacidade de antever situações do futuro. Um exemplo típico: a via expressa, com objetivo intrínseco de melhorar a circulação de veículos, não garante nas faixas de domínio ou área de influência a melhor ocupação lindeira do solo.

Esses tipos de projetos e obras devem ser tratados considerando o impacto que causam, as  alterações de escalas - aqui falamos de volumes, áreas, distâncias e suas relações métricas com as quais aglomerados urbanos se habituaram. Tais alterações têm sido problemas antes de soluções. Vários bairros paulistanos, por exemplo, foram descaracterizados pela dramática presença de obras viárias. Pela lógica vigente, terão novos projetos e novas obras de recuperação urbana. “E, assim, sucessivamente”.

Raymundo De Paschoal
Arquiteto, urbanista e professor do Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo.

Presidente da COHAB SP (gestão Mario Covas- 1983/1984) e Assessor Especial de Engenharia e Urbanismo do prefeito de São Paulo, Jânio Quadros (1985/1988). E-mail: depaschoal@uol.com.br

 (*) Entretanto saiu no "Estadão" uma verdadeira afronta aos arquitetos, em B1- 09/08/09 Caderno Economia, isto é, para os pobres vale qualquer porcaria:

 

 "Alguns exemplos do que muda na vida da empresa ao ir para a baixa renda: o sistema de financiamento é diferente, a busca de terreno é feita na periferia, o nível de padronização do imóvel é maior, o que reduziu a necessidade de arquitetos". Nessa visão retrógrada sobre a baixa renda podem as ditas empresas,  economizar médicos, advogados, etc. É o terrorismo cultural.

 

 



Categoria: usa01.Arquitetura e Urbanismo
Escrito por Raymundo De Paschoal às 03h09
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 ARQUITETURA E URBANISMO

                                                                           Domínio do Arquiteto Raymundo De Paschoal

REURBANIZAÇÃO DE FAVELAS

 Conceito e Modelo

 

 

FAVELAS JARDIM IPORANGA E ESMERALDA (**)

Projeto Guarapiranga Prefeitura Municipal de São Paulo

A representação gráfica indica ao mesmo tempo informações de caracterização dos usos do solo, a concentração maior ou menor de densidades residenciais, a localização de acidentes geográficos, sistemas de circulação e enfim demais itens para análise de situação encontradiça. Concomitantemente as recomendações para o projeto - Diagrama de Oportunidades - demarcando locais de futuros Núcleos de Serviços, engates com o viário circundante, posição de travessias do córrego, onde  galeria fechada ou canalização a céu aberto e outros itens programáticos.

Ao formato da representação denominamos Desenho com Legendas Ativas.

 Iporanga, Jardim Esmeralda - Projeto Guarapiranga
Raymundo de Pascoal in
(*) http://www.piniweb.com.br/portal/solucoes/busca.asp?t=Raymundo

O arquiteto desenvolveu um conceito que possibilita a organização social dos favelados e promoveu o desadensamento da favela por meio de agente imobiliário. Precisava liberar o fundo do vale para melhorar a permeabilidade do solo e proteger os mananciais. Conseguiu verticalizar a favela com a implantação de habitações superpostas até quatro unidades, solução que permitiu melhor aproveitamento do terreno. A comunidade uniu-se para evitar novas ocupações e colaborou com idéias para a elaboração do paisagismo, campo de futebol e unidades de lazer. Um sistema viário foi criado para permitir o trânsito de carros e, principalmente, resgatar a dignidade do morador, que passa a ter endereço fixo, com nome de rua e número da residência

Arquiteto e Professor Raymundo De Paschoal

Contato: depaschoal@uol.com.br

 

(**)

Elaborado o projeto urbanístico e de engenharia, este a cargo da empresa TCRE Engenharia, o trabalho foi um dos selecionados para representar o Brasil

8a Mostra Internazionale de Architettura da Bienal de Veneza 2002/2003



Categoria: usa07.Treinamento Profissional
Escrito por Raymundo De Paschoal às 01h04
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